Escrevendo do outro lado da porta: escritas de si, neo-arquivo e a fabulação crítica em 'Um mapa para a porta do não-retorno', de Dionne Brand
DOI:
https://doi.org/10.35921/jangada.v13i2.689Palavras-chave:
Dionne Brand, Escritas de Si, Autobiografia, Fabulação Crítica, Neo-ArquivoResumo
Este artigo analisa Um mapa para a porta do não-retorno: notas sobre pertencimento (2022), de Dionne Brand, investigando como a autora reconfigura a escrita autobiográfica para examinar formas de representação da experiência diaspórica afro-atlântica. Partindo dos debates sobre autobiografia, life writing e escrita autobiográfica pós-colonial, o estudo discute como Brand articula memória, ensaio, poesia e reflexão histórica em uma narrativa fragmentária que desafia modelos lineares de representação do eu. Em diálogo com a fortuna crítica da autora, propõe-se uma leitura da obra a partir das noções de Neo-Arquivo e fabulação crítica, formuladas por Erica Johnson e Saidiya Hartman. Argumenta-se que Brand transforma as lacunas produzidas pelo arquivo colonial em princípio estruturante de sua escrita, mobilizando a imaginação como prática crítica de reconstrução da memória e de elaboração de formas de pertencimento na diáspora negra.
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