https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/issue/feed Jangada: crítica | literatura | artes 2024-05-22T09:08:04-03:00 Joelma Santana Siqueira revistajangada@ufv.br Open Journal Systems <p>A <strong><em>Jangada</em>: crítica, literatura, artes</strong>, ISSN 2317-4722, <strong>Qualis - CAPES:</strong> B1, é uma publicação eletrônica de periodicidade semestral, editada pelo Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal de Viçosa - UFV, juntamente com um corpo de pesquisadores, artistas e escritores de diversas instituições de ensino públicas e privadas e organizações não governamentais.</p> <p>A <em><strong>Jangada</strong></em><em> </em>publica artigos de caráter teórico que contemplem áreas cujo objeto de estudo seja a linguagem em suas diversas manifestações, tais como os segmentos de <em>Estudos Literários</em>, <em>Crítica Literária, </em><em>Tradução</em> e<em> reflexões sobre as manifestações estéticas das Artes em geral. </em></p> <p>Gerida por professores e pesquisadores, sua missão é ser veículo de divulgação de trabalhos relevantes produzidos em instituições nacionais e estrangeiras, e seu objetivo é fomentar o diálogo acadêmico de alto nível entre pesquisadores das diversas áreas do conhecimento que têm as Letras como objeto de estudo.</p> <p>Os trabalhos submetidos à publicação podem estar em forma de artigo, ensaios, entrevistas ou resenhas de livros; devem ser inéditos e não ter sido (ou estar sendo) submetidos a outra publicação. Aceitam-se textos redigidos em português, inglês, francês e espanhol. Para outras informações, veja as Normas para elaboração e submissão de trabalhos.</p> <p>Ressalta-se que opiniões e ideias emitidas são de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es). A Instituição ou quaisquer organismos editoriais vinculados à <em><strong>Revista Jangada </strong></em>não se responsabilizam pelo conteúdo dos artigos.</p> <p>_________________</p> <p>La Revue <strong><em>Jangada</em>: critique, littérature, arts</strong>, ISSN 2317-4322, est une publication électronique semestrielle éditée par le Programme d'études supérieures en Lettres de l'Université Fédérale de Viçosa-UFV, Centre de Sciences Humaines, Lettres et Arts-Département de Lettres-DLA, avec un corps de chercheurs, d'artistes et d'écrivains provenant de divers établissements d'enseignement publics et privés et d'organisations non gouvernementales.</p> <p>La <strong><em>Jangada</em></strong> publie des articles de caractère théorique concernant les champs qui ont pour objet d'étude la langue dans ses diverses manifestations, telles que les segments des études littéraires, de la critique littéraire, de la traduction et des réflexions sur les manifestations esthétiques des arts en général..</p> <p>La revue a pour mission d'être un véhicule de diffusion d'oeuvres pertinentes produites dans les institutions nationales et étrangères et son but est de promouvoir le dialogue de haut niveau académique entre les chercheurs de divers domaines de la connaissance qui ont les Lettres comme un objet d'étude.</p> <p>Les travaux soumis pour publication peuvent être sous forme d'article ou compte rendu de mémoires et de thèses soutenues récemment ; ils doivent être inédite et ne pas avoir (ou être en train d’être) été soumis à une autre publication. On accepte aussi des textes écrits en portugais, en français, en anglais et en espagnol. Pour d’autres informations, voir les règles pour la préparation et la soumission des documents.</p> <p>Il est à noter que les auteurs sont les seuls responsables par les opinions et les idées exprimées dans leurs textes. L'institution ou n’importe quels d’autres organismes éditoriaux liés à la Revue <em><strong>Jangada</strong></em> ne se responsabilisent pas par le contenu des articles.</p> <p>_________________</p> <p>La <strong>Revista Jangada</strong> publica artículos y ensayos de carácter teórico producidos por docentes y alumnos dentro de áreas cuyo objeto de estudio sea el lenguaje y sus diversas manifestaciones, tales como Estudios literarios, Crítica, Traducción y Artes con el objetivo de difundir la producción académica dedicada a dichas áreas, ya sea en el contexto brasileño o internacional; además, se publican reseñas de libros y entrevistas.</p> <p><strong>Atención: </strong>Solo se aceptarán contribuciones de artículos y ensayos de alumnos de grado cuando los mismos han sido producidas en coautoría con un doctor. Se aceptan reseñas y traducciones. <strong>Textos en coautoría deben tener como máximo dos autores</strong>. Artículos con más autores serán rechazados.</p> <p>Se reciben trabajos para publicación en flujo continuo en portugués, inglés, español y francés (siempre acompañados por título, resumen y palabras clave en ambas lenguas, portugués y la lengua del artículo). Los trabajos recibidos serán evaluados por miembros del Consejo editorial a través del sistema por pares doble ciego, o por evaluadores ad hoc, y se publicarán los artículos que sean aceptados por ambos evaluadores.</p> <p>Aunque se puedan enviar trabajos en flujo continuo, los artículos enviados a números temáticos deben respetar las fechas establecidas en la convocatoria.</p> <p> </p> https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/567 Como a América Latina nos vê (1924), Isaac Goldberg 2024-01-02T15:01:37-03:00 Eder Dias Capobianco eder.capobianco@gmail.com <p>Sobre Isaac Goldberg</p> <p>Isaac Goldberg (1887-1938) foi um jornalista, autor, crítico e tradutor estadunidense, tendo se formado na Universidade de Harvard, onde também recebeu seu PhD, em 1912, em linguagens do romance. Entre suas produções sobre a literatura na América Latina, constam obras como Studies in Spanish-American Literature (1920) e Brazilian Literature (1922), além de ter sido o primeiro tradutor de Machado de Assis para a língua inglesa. O texto é a reflexão de um reputado intelectual de seu tempo sobre as relações culturais entre os Estados Unidos e a América Latina, vistas por ele como conflitantes, a partir da literatura produzida nos países latinos. Colocado seu interesse na literatura latino americana, o artigo fornece evidências de suas intenções e métodos de análise. Dada às leis de direitos autorais, este artigo é considerado de Domínio Público para tradução, sendo o acesso ao texto original possível na Biblioteca Digital HathiTrust, que enfatiza esta condição.</p> 2024-06-06T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/560 Guilherme, Oswald e o clichê 2024-02-22T17:40:59-03:00 Artur de Vargas Giorgi artur.giorgi@ufsc.br <p>&nbsp;</p> <p>Guilherme de Almeida e Oswald de Andrade mantiveram uma longa reflexão sobre o cinema e a sua técnica, permanecendo próximos por essa afinidade, mas às vezes muito distantes pelo modo como a elaboraram. Neste breve texto, tratamos das relações entre os escritores modernistas e a cinematografia, buscando apontar suas linhas de tensão, sempre em estreito diálogo com trabalhos de Cláudia Rio Doce sobre o problema. Em jogo estão algumas possibilidades – estéticas, éticas, políticas – de leitura das imagens e dos fenômenos de massa, no contexto ambivalente da modernidade ocidental.</p> <p>&nbsp;</p> 2024-05-22T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/543 Machado de Assis em duas perspectivas: Roberto Schwarz e Silviano Santiago 2024-05-09T10:25:15-03:00 Thiago Bittencourt bittencourthiago7@gmail.com <p>Nesse artigo analisamos as produções <em>Ao vencedor as batatas</em> e <em>Fisiologia da composição</em>, de Roberto Schwarz e Silviano Santiago, ambas dizem respeito à obra de Machado de Assis. Como objetivo propomos compreender quais as diferenças e perspectivas possíveis nas análises desenvolvidas pelos dois estudiosos em seus textos. No primeiro<em>, </em>Schwarz (1981) dedica-se ao estudo da produção machadiana da primeira fase, a partir do ponto de vista sociológico, pois inicialmente percebe que há influência europeia no romance brasileiro do século XIX, da qual Machado de Assis se aproveitaria. Logo, haveria nos romances do escritor do Cosme Velho um confronto entre forma literária e estrutura social, em que se verifica a disparidade de classes sociais na formação do Brasil, sobretudo pela relação do favor que permeia a sociedade. Já Santiago (2020), mais recentemente, demonstra interesse pela relação entre forma literária e grafia-de-vida, entre a escritura e a doença do autor carioca. Dessa forma, situa sua análise não na saída do túnel da criação, mas na entrada, na fisiologia da composição, ou seja, o escritor mineiro direciona suas hipóteses sobre a possível influência do corpo doente pela epilepsia de Machado de Assis na versatilidade de sua escrita literária.</p> 2024-05-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/550 Imagem e corrosão: a écfrase crítica na narrativa de W. G. Sebald 2024-05-13T18:56:28-03:00 Luis Gustavo Cardoso dracolg@gmail.com <p>Este artigo investiga a écfrase na produção narrativa de W. G. Sebald. Seu corpus está delimitado por uma série de imagens e écfrases selecionadas do romance <em>Os anéis de Saturno</em>, bem como por passagens do primeiro longo poema da obra <em>Nach der Natur: Ein Elementargedicht</em> (“Segundo a Natureza: um poema elementar”), em que narrador trata da vida e obra de Matthias Grünewald. Ao mobilizar a análise e descrição da écfrase, situando-a como recurso retórico e literário de efeito poético e crítico, este artigo desenvolve-se sobre a hipótese de que Sebald se vale da écfrase a fim de restituir a experiência tal como tomada por Walter Benjamin, isto é, como tradução do vivido em experiência viva.</p> 2024-05-23T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/551 Ficção científica, conhecimento e novos imaginários ético-políticos: uma análise da duologia 'Monge e Robô', de Becky Chambers 2024-05-14T17:11:53-03:00 Jade Bueno Arbo jade.arbo@ufpel.edu.br Eduardo Marks de Marques eduardo.marks@ufpel.edu.br <p>Este trabalho explora a visão esperançosa de futuro retratada na duologia 'Monk and Robot' de Becky Chambers, lançada pela Tor Books entre 2021 e 2022. Seguindo Dex, um monge do chá, e Mosscap, um robô, enquanto exploram a sociedade de Panga, a narrativa incita reflexões sobre práticas tecnológicas sustentáveis, contrastando o capitalismo industrial tradicional com filosofias de decrescimento e renovação de recursos. A adoção de energia renovável, agricultura vertical e tecnologia não descartável por parte de Panga expressa uma ruptura com as normas industriais extrativas, defendendo uma coexistência harmoniosa com a natureza. A discussão se baseia no estudo de William Marx em “O Ódio à Literatura” (2018), que destaca a marginalização histórica da literatura e seu potencial para oferecer insights produtivos sobre questões contemporâneas. Respondendo a essa marginalização, o trabalho destaca o papel da literatura em fomentar novos entendimentos imaginativos do passado, presente e futuro. Ao utilizar o conceito de SF de Donna Haraway e a noção de romance como uma bolsa de remédios de Ursula K. Le Guin, lemos a duologia Monk and Robot como uma ferramenta poderosa para criticar e remodelar realidades pós-calamidade. Ao incentivar os leitores a imaginar alternativas aos modos de consumo predominantes, a narrativa destaca o potencial transformador da literatura na formação de novos paradigmas para uma vida sustentável e para o bem-viver.</p> 2024-05-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/558 As flores de Clarice Lispector no contexto da ditadura militar brasileira 2024-05-20T21:10:30-03:00 Fabrício Lemos da Costa fabricio.lemos1987@yahoo.com.br <p>O artigo propõe uma reflexão das crônicas “A noite mais perigosa” (1969) e “Flor mal-assombrada e viva demais” (1972), de Clarice Lispector (1920-1977), publicadas no “caderno b” do <em>Jornal do Brasil</em> a partir da perspectiva “político-subjetiva” decorrente do aparecimento de flores no texto clariciano. O chamado vegetal e suas conotações, nesse contexto, evocam o perigo, a coragem e o instintivo. Para o estudo, propomos um diálogo interartes, na tentativa de analisar um “espírito de época”, em que o assunto estético-político se torna, muitas vezes, “cifrado” – período marcado pelo aprofundamento da repressão ditatorial dos “anos de chumbo”.</p> 2024-05-27T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2024 Jangada: crítica | literatura | artes