https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/issue/feed Jangada: crítica | literatura | artes 2022-05-19T20:29:41-03:00 Dirceu Magri revistajangada@ufv.br Open Journal Systems <p>A <strong><em>Jangada</em>: crítica, literatura, artes</strong>, ISSN 2317-4722, <strong>Qualis - CAPES:</strong> B1 - Educação | B3 - Letras, é uma publicação eletrônica de periodicidade semestral, editada pelo Programa de Pós-graduação em Letras da Universidade Federal de Viçosa - UFV, juntamente com um corpo de pesquisadores, artistas e escritores de diversas instituições de ensino públicas e privadas e organizações não governamentais.</p> <p>A <em><strong>Jangada</strong></em><em> </em>publica artigos de caráter teórico que contemplem áreas cujo objeto de estudo seja a linguagem em suas diversas manifestações, tais como os segmentos de <em>Estudos Literários</em>, <em>Crítica Literária, </em><em>Tradução</em> e<em> reflexões sobre as manifestações estéticas das Artes em geral. </em></p> <p>Gerida por professores e pesquisadores, sua missão é ser veículo de divulgação de trabalhos relevantes produzidos em instituições nacionais e estrangeiras, e seu objetivo é fomentar o diálogo acadêmico de alto nível entre pesquisadores das diversas áreas do conhecimento que têm as Letras como objeto de estudo.</p> <p>Os trabalhos submetidos à publicação podem estar em forma de artigo, ensaios, entrevistas ou resenhas de livros; devem ser inéditos e não ter sido (ou estar sendo) submetidos a outra publicação. Aceitam-se textos redigidos em português, inglês, francês e espanhol. Para outras informações, veja as Normas para elaboração e submissão de trabalhos.</p> <p>Ressalta-se que opiniões e ideias emitidas são de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es). A Instituição ou quaisquer organismos editoriais vinculados à <em><strong>Revista Jangada </strong></em>não se responsabilizam pelo conteúdo dos artigos.</p> <p>_________________</p> <p>La Revue <strong><em>Jangada</em>: critique, littérature, arts</strong>, ISSN 2317-4322, est une publication électronique semestrielle éditée par le Programme d'études supérieures en Lettres de l'Université Fédérale de Viçosa-UFV, Centre de Sciences Humaines, Lettres et Arts-Département de Lettres-DLA, avec un corps de chercheurs, d'artistes et d'écrivains provenant de divers établissements d'enseignement publics et privés et d'organisations non gouvernementales.</p> <p>La <strong><em>Jangada</em></strong> publie des articles de caractère théorique concernant les champs qui ont pour objet d'étude la langue dans ses diverses manifestations, telles que les segments des études littéraires, de la critique littéraire, de la traduction et des réflexions sur les manifestations esthétiques des arts en général..</p> <p>La revue a pour mission d'être un véhicule de diffusion d'oeuvres pertinentes produites dans les institutions nationales et étrangères et son but est de promouvoir le dialogue de haut niveau académique entre les chercheurs de divers domaines de la connaissance qui ont les Lettres comme un objet d'étude.</p> <p>Les travaux soumis pour publication peuvent être sous forme d'article ou compte rendu de mémoires et de thèses soutenues récemment ; ils doivent être inédite et ne pas avoir (ou être en train d’être) été soumis à une autre publication. On accepte aussi des textes écrits en portugais, en français, en anglais et en espagnol. Pour d’autres informations, voir les règles pour la préparation et la soumission des documents.</p> <p>Il est à noter que les auteurs sont les seuls responsables par les opinions et les idées exprimées dans leurs textes. 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Artículos con más autores serán rechazados.</p> <p>Se reciben trabajos para publicación en flujo continuo en portugués, inglés, español y francés (siempre acompañados por título, resumen y palabras clave en ambas lenguas, portugués y la lengua del artículo). Los trabajos recibidos serán evaluados por miembros del Consejo editorial a través del sistema por pares doble ciego, o por evaluadores ad hoc, y se publicarán los artículos que sean aceptados por ambos evaluadores.</p> <p>Aunque se puedan enviar trabajos en flujo continuo, los artículos enviados a números temáticos deben respetar las fechas establecidas en la convocatoria.</p> <p> </p> https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/422 Expediente 2022-05-18T18:02:53-03:00 Equipe Jangada dmagri@usp.br <p>Não consta.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/370 Entrevista com Dimitra Fimi 2021-10-11T21:35:25-03:00 Rafael Silva Fouto rafaelfouto@gmail.com Daniel Serravalle de Sá d.serravalle@ufsc.br <p>A Drª Dimitra Fimi é professora de Literatura de Fantasia e Literatura Infantil na Universidade de Glasgow, Escócia, e especialista em J. R. R. Tolkien. Nesta entrevista são abordadas questões contemporâneas sobre o impacto de Tolkien no gênero da fantasia, influências advindas do campo da filologia e medievalismo, e assuntos relacionados ao preconceito cultural e ecologia nos escritos do autor. A entrevista é trazida aqui em versão bilíngue, em inglês seguida pela tradução em português, realizada pelos próprios entrevistadores.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/348 Entrevista com Nikelen Witter 2022-03-24T11:30:09-03:00 Vera Bulla VERAARAUJO1@HOTMAIL.COM <p>A historiadora Nikelen Witter é professora da Universidade Federal de Santa Maria, RS. Ela faz parte da chamada “Terceira Onda” da Ficção Fantástica no Brasil. Em 2017, ela publicou “Territórios Invisíveis” e “Guanabara Real e a Alcova da Morte”, sendo esse último co-escrito com Enéias Tavares e AZ Cordenonsi. "Viajantes do Abismo" foi finalista do Prêmio Jabuti, em 2020. Recentemente publicou o livro de contos, “Dezessete Mortos”, em 2020.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/383 Theoretical and critical tendencies in Fantasy Literature: from Tolkien to Mendlesohn 2022-01-07T18:36:41-03:00 Fabian Quevedo da Rocha fabianway07@gmail.com <p>Esta pesquisa discute os postulados acerca da literatura de fantasia propostos pelos teóricos J. R. R. Tolkien, Brian Attebery e Farah Mendlesohn. Aborda-se o ensaio “Sobre Histórias de Fadas”, de Tolkien, e as obras <em>Strategies of Fantasy</em>, de Attebery, e <em>Rhetorics of Fantasy</em>, de Mendlesohn. Partindo da discussão dos elementos centrais destas produções, propõe-se que as mudanças na forma com a qual a fantasia como gênero literário se apresenta, em diferentes momentos histórico-geográficos, estão relacionadas com as demandas sociais do contexto das obras. Argumenta-se que novas teorias tendem a surgir para acompanhar tais mudanças e oferecer ferramentas teórico-críticas que abranjam o gênero em suas variadas vertentes e que possibilitem abordagens mais plurais da fantasia. O estudo inicia com uma discussão acerca de como o ensaio de Tolkien e seu romance <em>O Senhor dos Aneis</em>, tiveram um papel central na popularização da fantasia e no estabelecimento de um modelo para o gênero. Então, discute-se a teoria de Attebery, que propõe que o gênero fantasia pode ser visto como um conjunto difuso. Conclui-se com uma análise da teoria de Mendlesohn, que propõe que diferentes textos de fantasia podem ser estudados a partir do modo com o qual o fantástico surge na narrativa.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/405 Speculative fiction: The process of hybridization in Science Fiction and Fantasy Literature 2021-10-11T21:39:48-03:00 Naiara Araújo naiara.sas@ufma.br Lívia Fernanda Diniz Gomes livia.fd.gomes@gmail.com <p>RESUMO: O presente estudo tem como objetivo promover um debate sobre as narrativas especulativas, em particular aquelas comumente classificadas como Ficção Científica ou Fantasia, partindo do pressuposto de que as primeiras obras da literatura especulativa não pretendiam abranger uma única categoria genérica, dado seu diálogo com as mudanças epistemológicas e sua estreita ligação com os discursos religiosos e/ou mitológicos. Por meio de leituras críticas e análises bibliográficas, nos baseamos nos estudos de Gunn (2005), Alkon (1994), Araújo &nbsp;(2020) e Manlove (1975), entre outros. Os resultados sugerem que não há uniformidade estilística nas narrativas de Ficção Científica ou Fantasia, pois estas dialogam diretamente com momentos históricos, políticos e culturais, bem como com estilos ou movimentos literários existentes.</p> <p><strong>Palavras-chave: </strong>Ficçao Especulativa; Ficção Científica; Fantasia; Hibridização</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/428 Cosmogonia da fantasia francesa: gênese e emancipação 2022-05-19T20:29:41-03:00 Marie-Lucie Bougon marielucie.bougon@gmail.com Bruno Anselmi Matangrano bamatangrano@yahoo.com.br <p>A fantasia conhece uma aparição tardia na França, e, se as primeiras traduções veem o dia nos anos 1970, é preciso esperar o novo dinamismo editorial do fim dos anos 1990 para que uma literatura de fantasia de expressão francesa comece a se afirmar e a se singularizar – uma especificidade por vezes qualificada como <em>french touch</em> que a torna um mundo à parte.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/403 Uma viagem pela Fantasia italiana 2021-10-11T18:24:03-03:00 Erica Cnapich cnapich.erica@gmail.com <p>Este artigo tem como objetivo principal o mapeamento do gênero literário da fantasia na Itália. É um processo muito lento e demorado, porque perdura séculos: antes do efetivo surgimento da fantasia autêntica, é necessário descobrir quais gêneros, autores e obras, por assim dizer, abriram o caminho para tal evento. Então é preponderante passar pela Idade Média, descobrir a épica cavalheiresca e os contos de fadas, depois, pelas obras de Italo Calvino: três dos principais <em>momentos</em> que criaram um solo fértil para a fantasia nascer e crescer, pois se trata de uma longa e complexa viagem que dura séculos, abrange a literatura do <em>bel paese</em>, mas, ao mesmo tempo, a sua história e a sua cultura também; ou seja, todos os aspectos que, de uma forma ou de outra, afetam um gênero tão fantástico como a fantasia.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/379 La Fantasy au théâtre: identification et expérimentation du genre sur la scène théâtrale 2021-10-11T18:25:50-03:00 Charles Louarn charles.louarn@gmail.com <p>Cet article présente l’approche de la <em>Fantasy</em> dans l’espace théâtral par son identification et son expérimentation. La <em>Fantasy</em> est très peu abordée dans la recherche universitaire française. Quand elle fait l’objet d’études universitaires, la <em>Fantasy</em> est majoritairement étudiée comme genre littéraire ou comme une mouvance de la pop culture. L’alliance du théâtre et de la <em>Fantasy</em> n’est jamais étudiée, comme si le genre n’existait pas au théâtre. Pour prouver son existence, une enquête dans les bases de données recensant les pièces de théâtre a été effectuée pour trouver des œuvres théâtrales se rapprochant de la <em>Fantasy</em>. Cette enquête a été jumelée avec une étude d’essais universitaires sur le genre pour en identifier toutes les spécificités ainsi qu’avec une recherche en création artistique qui porte sur l’expérimentation dramaturgique et scénographique de la <em>Fantasy</em> au théâtre. Les premiers résultats de cette recherche, qui est en cours d’exécution, permettent de placer en évidence le besoin de mettre en avant la <em>Fantasy</em> au théâtre qui malgré sa présence n’est pas reconnue sur scène. Pour répondre à ce besoin, il est nécessaire de mieux identifier les récurrences existantes et de pousser l’expérimentation pour faire de la <em>Fantasy</em> un genre théâtral à part entière.</p> <p> </p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/374 Rudiments of contemporary fantasy in Madame d'Aulnoy's fairy tales 2021-11-02T18:56:50-03:00 Paulo César Ribeiro Filho pcesar-rf@live.com <p>Sabe-se que a literatura de fantasia contemporânea carrega consigo filamentos narrativos provenientes do antigo e longevo arcabouço temático dos contos de fadas tradicionais e demais contos maravilhosos; personagens e motes advindos dessa profícua tradição literária têm sido comumente refigurados e reaproveitados na atualidade. O objetivo do presente artigo é lançar reflexões teóricas e analíticas acerca de uma nova hipótese interpretativa: a de que uma série de rudimentos estruturais da fantasia contemporânea estariam presentes nos contos de fadas literários de Marie-Catherine Le Jumel de Barneville, a Madame d’Aulnoy (1650?-1705), cunhadora do termo “conto de fadas” e autora do primeiro conto de fadas literário de que se tem notícia. Para cotejar tal possibilidade, conjuga-se as contribuições teóricas de Bottigheimer (2019), Mendlesohn (2008) e Matangrano (2021) em contraponto com os postulados de Todorov (1973) sobre a estrutura narratológica do conto de fadas. Pretende-se, além de demonstrar a pertinência da referida hipótese, lançar luzes sobre a obra ainda pouco conhecida de Madame d’Aulnoy (sobretudo para os leitores de língua portuguesa), bem como sobre a contística feérica de autoria feminina do século XVII francês.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/387 As bases psíquicas da Fantasia, o processo de individuação e a humanização em 'Pinóquio' 2021-12-02T18:15:18-03:00 Marcos Aparecido Pereira marcos.pereira@ifmt.edu.br Epaminondas de Matos Magalhães morasck@gmail.com <p>Este trabalho visa refletir sobre a fantasia enquanto gênero literário que estabelece suas bases sobre as profundezas de nossa psique levando o leitor a contemplar e vivenciar o impossível, transpondo os limites de sua situação existencial e expandindo as experiências do indivíduo. Nesse sentido, buscaremos compreender como instâncias inconscientes imagéticas, simbólicas e arquetípicas se manifestam em criações estéticas desse gênero, na tentativa de mimetizar um mundo incompreensível, intangível e imensurável que se equilibra com o homem em sua dimensão material e lógico-racional. Por fim, com base na figura do personagem Pinóquio, criado por Carlo Collodi, empreenderemos uma reflexão acerca de como a articulação de experiências reais e psíquicas são imprescindíveis na transposição de estágios psíquicos, no autoconhecimento, no conhecimento de mundo e no processo de individuação. &nbsp;&nbsp;</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/382 A inocência nos diferentes espaços de 'A Princesa e o Goblin', de George MacDonald 2021-12-02T18:15:38-03:00 Ana Laura de Brum Kury da Silva anabrumk@gmail.com <p>George Macdonald (1824-1905), escritor escocês do século XIX, é considerado um grande autor de ficção para crianças e adultos em países de língua inglesa. Embora tenha crescido dentro dos ensinamentos calvinistas, e que suas obras sejam comumente analisadas a partir do viés religioso, também se pode levar em conta a importância que MacDonald dava para a Natureza. O autor era conhecido por atribuir à Natureza o desenvolvimento do conhecimento – ou seja, o contato com ela permite às pessoas conhecer e entender o mundo (MACDONALD, 1893). MacDonald afirmava que essa relação incentivava o indivíduo, independentemente da idade, a confiar na imaginação e no irracional, pois é a partir dessa confiança que, de acordo com o autor, pode-se encontrar verdades que não são possíveis reconhecer ao acreditar apenas na racionalidade. Na obra <em>A princesa e o goblin</em>, os níveis dessas relações com a Natureza podem ser percebidos de acordo com o espaço habitado pelos personagens. Nosso interesse em destacar este aspecto da obra é reforçado não apenas pela pouca visibilidade do autor no Brasil, mas também porque suas obras são comumente estudadas através da religião que, embora seja pertinente conhecendo o histórico do autor, não abrange alguns elementos que consideramos importantes.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/404 A fantasia de Andrópolis: 'O ano 3000' de Paolo Mantegazza como utopia 2021-10-11T21:38:09-03:00 Mateus Dagios mateusdagios@yahoo.com.br <p>O artigo é uma análise da novela <em>O Ano 3000: sonho</em> (<em>L’anno 3000: sogno</em>) publicada em 1897 pelo médico e sanitarista Paolo Mantegazza (1831–1910) como romance de fantasia, abordando o conceito de <em>Portal-Quest Fantasy </em>desenvolvido por Farah Mendlesohn. O romance é construído com caraterísticas de narrativas de utopia com elementos de ficção científica. O objetivo é apresentar como um emérito cientista ambiciona o futuro revelando práticas higienistas e totalitárias. Abordam-se também elementos da narrativa pelo conceito de biopolítica de Michel Foucault.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/391 Silenciamento do nome Voldemort em 'Harry Potter': apontamentos sobre discurso e poder 2021-12-02T18:14:43-03:00 Joseeldo da Silva Junior joseeldojr@gmail.com <p>Este artigo visa analisar o discurso de silenciamento e as relações de poder na obra <em>Harry Potter</em>. Como se sabe, a narrativa J. K Rowling é um dos maiores fenômenos da literatura contemporânea, vindo a se tornar objeto de estudo nos diversos campos do saber. Neste estudo, a partir da Análise do Discurso “com” Foucault, propomos perscrutar a pertinência das noções de discurso e poder, tomando como problema o fenômeno do silenciamento promovido ao nome Voldemort – o antagonista da trama. Durante toda a série o nome do vilão é frequentemente substituído pelo qualificações como “Aquele-Que-Não-Deve-Ser-Nomeado” ou “Você-Sabe-Quem”, como estratégia para evitar a sua nomeação, cabendo apenas a Harry e Dumbledore resistirem e demarcarem posição contra o bruxo. As análises apontaram para uma política de silêncio em que opera o medo, como se Voldemort representasse, em outro contexto, a figura ocidental do diabo, daí um dos motivos do apagamento de seu nome. Quanto a metodologia deste estudo, trata-se de uma pesquisa de cunho qualitativo com viés descrito-interpretativo, que toma como arcabouço as teorizações de Michel Foucault.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/334 Cárcere Real: um esboço de topoanálise ficcional em 'As Crônicas de Gelo e Fogo' 2021-10-12T10:08:59-03:00 Murilo Filgueiras Correa professormurilo@live.com <p align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">Trata das inter-relações entre categorias narrativas de espaço e personagem: efeitos de determinação e prolepse espacial. A personagem Cersei Lannister de </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>As Crônicas de Gelo e Fogo</em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"> tem, nesta análise, destacados os efeitos das relações entre sua trajetória como personagem e os espaços nos quais se dá seu percurso narrativo. Sob o aporte teórico de topoanalistas literários como Ozíris Borges Filho, Antônio Dimas e Osman Lins, dentre outros, procura-se demonstrar como essas inter-relações geram efeitos de determinação previsíveis que se configuram como prolepses de cunho espacial.</span></span></p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/377 Fantasia e busca mítica na ficção 'New Weird' de China Miéville 2021-10-11T21:30:00-03:00 George Augusto do Amaral georgeamaral@gmail.com <p>Este artigo pretende demonstrar de que maneira o romance <em>Estação Perdido</em> (2000), de China Miéville, subverte convenções de estruturação de enredo típicas da fantasia literária, especialmente aquelas relacionadas com a aventura de busca mítica derivadas do conceito de monomito de Joseph Campbell. <em>Estação Perdido</em> é considerado a obra fundadora do <em>New Weird</em>, um movimento ou subgênero surgido durante o <em>Boom </em>da ficção insólita da Grã-Bretanha no início do século XXI. Seus pressupostos incluem a preocupação com o potencial de crítica social e política da ficção insólita, a diluição das fronteiras entre a ficção científica, a fantasia e o horror e a subversão das convenções formais e temáticas desses gêneros, promovendo tanto um resgate quanto uma renúncia. Demonstraremos como certos aspectos tradicionais da fantasia moderna derivada da tradição de Tolkien aparecem deslocados em <em>Estação Perdido</em>, como a dualidade bem e mal, o final “eucatastrófico” que regenera o mundo e a transformação divina do herói. Esses deslocamentos alteram etapas da estrutura narrativa tradicional da fantasia, aproximando o romance da possibilidade de uma reflexão crítica da nossa realidade.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/380 Quand les femmes prennent les armes: l'écriture de la violence féminine dans la Fantasy médiévalisante 2021-10-11T18:24:32-03:00 Cassandra Simon csimo084@uottawa.ca Antoine Geslin agesl073@uottawa.ca <p>Au regard des nombreuses œuvres du genre, la <em>fantasy</em> médiévalisante et la violence semblent intrinsèquement liées au travers des enjeux de pouvoir et de domination qui caractérisent les structures sociales et les relations interpersonnelles mises en texte par le récit. Bien que la violence soit traditionnellement rattachée à la masculinité, la multiplication de combattantes dans les fictions contemporaines annonce sa féminisation. L’étude du roman de Manon Fargetton, <em>Les Illusions de Sav-Loar</em>, nous permet cependant de repérer une tension dans la violence féminine, dont la représentation ne va jamais de soi. Soumise au cadre du patriarcat, la violence des femmes est subordonnée à celle des hommes et sa légitimation dépend des modalités de son expression. La vengeance et l’autodéfense, en tant qu’actes isolés et individuels, sont ainsi approuvées par le texte tandis que la violence révolutionnaire qui vise à transformer l’organisation de la société subit la condamnation de la narration et des protagonistes du récit. Finalement, <em>Les Illusions de Sav-Loar</em> suggèrent que le véritable pouvoir féminin se situe dans la non-violence, plus proche de la nature féminine pacifique et maternelle, comme réponse ultime et conciliatrice à la domination brutale des hommes : les combattantes troquent alors le glaive contre l’enfant.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/392 Fantasia em Palimpsesto: intertextualidade em 'Dragões de Éter' de Raphael Draccon 2022-01-30T19:14:58-03:00 Sara Duarte Peres sara.peres@ufv.br Adélcio de Sousa Cruz adelcio.cruz@ufv.br <p>O objetivo desta pesquisa é analisar o romance de fantasia <em>Dragões de Éter</em>, do escritor brasileiro Raphael Draccon, tendo como foco a primeira obra da saga, <em>Caçadores de Bruxas</em>. O livro - publicado em 2007 pela editora Planeta - é marcado pelos diversos diálogos que tem com outros universos, como o dos contos de fadas, do cinema e dos vídeo games. Busca-se investigar de que maneira a intertextualidade foi utilizada na criação do universo ficcional de Nova Ether, cenário dos romances, e como esta se constitui fundamental na estruturação da narrativa. Ademais, considera-se a posição de <em>Caçadores de Bruxas</em> enquanto precursor da fantasia brasileira no século XXI e também pertencente ao Movimento Fantasista. Como embasamento teórico foram utilizadas obras de autores como Bruno Anselmi Matangrano, Enéias Tavares, Gérard Genette, Julia Kristeva e Roman Jakobson.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/427 Uma fantasia urbana portuguesa em mosaico: “O deus das moscas tem fome”, de Luís Corte Real 2022-05-19T20:10:43-03:00 Bruno Anselmi Matangrano bamatangrano@yahoo.com.br <p>Este artigo pretende apresentar criticamente o livro <em>O Deus das Moscas tem fome</em>, evidenciando seu aspecto inovador no que concerne à literatura de gênero portuguesa, e, ao mesmo tempo, analisando suas interessantes experimentações formais e estilísticas. Romance <em>fix up</em> do português Luís Corte Real, conhecido por ter fundado a editora Saída de Emergência, uma das maiores e mais respeitadas casas lusitanas, que se dedica particularmente à publicação de obras de fantasia, ficção científica e horror, nacionais e internacionais, <em>O Deus das Moscas tem Fome </em>é composto de seis narrativas, de tamanhos variados, sendo uma delas de autoria da autora convidada Anabela Natário. Juntas, compõem um retrato do cotidiano do “Detetive do Oculto”, Benjamin Tormenta, cujo passado, presente e futuro o leitor desvela pouco a pouco à medida que o protagonista desvenda seus casos, aos moldes de Sherlock Holmes e Hercule Poirot, em uma Lisboa oitocentista alternativa marcada pelo sobrenatural. Evidencia-se, portanto, a marca de diversos gêneros particularmente anglófonos, como a fantasia (em suas múltiplas facetas, em particular os subgêneros conhecidos como fantasia urbana e histórica), policial, horror, dentre outras categorias, que revelam o manancial de referências de um autor que explora, a um só tempo, as culturas erudita, <em>pop</em> e popular, algo ainda raro no tão tradicional mercado editorial português. Ao mesmo tempo, espera-se com este artigo evidenciar a experimentação linguística, como se disse, mas também a reconstrução de uma ambientação histórica, que remonta ao século XIX português, em uma homenagem declarada a Eça de Queiroz.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/426 Ch-ch-ch-changes: A influência de David Bowie na franquia cinematográfica do filme "Labirinto" de Jim Henson 2022-05-19T19:59:03-03:00 Dean-Liathine McDonald deanmcdonald@gmx.com <p>Há quase quarenta anos, o filme <em>Labirinto</em>, dirigido por Jim Henson, encontra facilmente seu lugar em nossos lares. Em 2016, tornado célebre, numerosas revistas chegaram inclusive a tratá-lo como um filme <em>cult </em>por ocasião do lançamento da edição especial de seu 30º aniversário. No entanto, a estranha mistura que essa popularidade perpétua produziu também se tornou difícil de categorizar. Com efeito, embora Henson tenha feito do projeto um filme maravilhoso em um mundo secundário, mudanças inesperadas se lhe foram impostas, e, sobretudo, depois que David Bowie aceitou o papel de antagonista na história. Assim como a heroína é transformada ao atravessar o labirinto, as últimas alterações fizeram do filme algo, ao mesmo tempo, maduro e único em seu gênero. Por outro lado, quando essas mudanças são consideradas com os elementos transmidiáticos ao redor do filme, este se revela mais alinhado com outro gênero do insólito, ainda pouco estudado, que começava a conhecer algum sucesso nos anos 80: a Fantasia urbana. Assim, com as pesquisas recentes sobre a Fantasia e a Fantasia urbana como ponto de apoio, este artigo analisa a influência de Bowie não somente na produção do filme <em>Labirinto</em>, mas também no roteiro, no cenário e na trilha sonora.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/425 Les cris, la boue, le sang : Dracarys ! Que le feu-dragon dévore tout...! 2022-05-19T19:35:50-03:00 Isabelle-Rachel Casta zacasta@wanadoo.fr <p>Flanqué de leur mère Daenerys, le trio de dragons (Drogon, Rhaegal et Viserion) qui emblématise la série Games of Thrones mobilise, depuis la fin de la diffusion télévisée, une grande charité herméneutique ; ici, c'est sur l'ordre de feu, Dracarys, que portera une phénoménologie de ce mot/formule propre à déclencher l'arme nucléaire ; en effet, entre la princesse Targaryen et ses enfants il y a ressemblance et porosité, et c'est sur quoi compte Missandei, qui juste avant d'être exécutée, prononce un Dracarys profond et funèbre, qui sera entendu et « obéi » un peu plus tard... par une extermination. Alors, dragon outil de justice, ou monstruosité génocidaire ? La réponse est à chercher du côté du mythe.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/389 'O pequeno Naia contra o rei dos dragões': pensamento chinês em desenho animado 2021-10-11T21:59:31-03:00 Luciana de Paula aborboletaverde@yahoo.com.br <p>Com a passagem das organizações humanas mais simples, como os vilarejos e as pequenas cidades, para o império, algo de uma harmonia mais íntima entre o ser e seu meio se perdeu. Tal perda redunda em uma série de consequências sobre a maneira de se observar e conceber a realidade que nos cerca: uma linearidade dicotômica entre extremos tende a substituir dinâmicas de pensamento circulares mais abrangentes e flexíveis. Contudo, um conjunto de grandezas culturais e de pensamento resiste como baluarte dessa forma de compreensão circular: o pensamento chinês. O presente estudo busca iniciar um percurso pelo pensamento chinês via análise da animação <em>O pequeno Naia contra o rei dos dragões</em>, explorando a inserção de elementos do enredo em uma dinâmica circular. Com tal intento, contatou-se que a dinâmica circular, apresentada na animação, propõe não uma supremacia da ação circular sobre a linear, mas a conjugação desta a uma dimensão maior. Para muito além de dicotomias maniqueístas simplistas, comuns a algumas produções infantis, <em>O pequeno Naia contra o rei dos dragões</em> propõe um olhar gracioso em relação à ação humana, nem plenamente abstersa, nem irremediavelmente perversa.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/423 Novos olhares sobre a Fantasia 2022-05-18T18:05:04-03:00 Alexander Meireles da Silva prof.alexms@gmail.com Bruno Anselmi Matangrano bamatangrano@yahoo.com.br Naiara Sales Araújo Santos naiara.sas@ufma.br <p>Não consta.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/356 'O Patinho Feio', de Andersen: uma contribuição à infância sob as perspectivas da psicologia analítica e da psicanálise 2021-12-02T18:18:32-03:00 Carina Fior Postingher Balzan carina.balzan@bento.ifrs.edu.br Ivone Massola ivimassola@gmail.com <p align="justify"><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">O artigo apresenta uma análise comparativa da história </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;"><em>O patinho feio, </em></span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">de Andersen, com base nos estudos de Éstes (1999) e Bettelheim (2002), a fim de</span></span> <span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">demonstrar como a linguagem simbólica dos contos de fadas</span></span> <span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">pode auxiliar a criança a tornar-se um adulto mais preparado no enfrentamento dos desafios e mais pleno na sua existência. A partir de </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">e</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">l</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">e</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">m</span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">entos </span></span><span style="font-family: Times New Roman, serif;"><span style="font-size: small;">presentes no conto, aborda-se a questão do pertencimento, a descoberta da identidade e as representações da maternidade na personalidade de algumas mulheres.</span></span></p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/394 Assombrosas garotas em 'Meninas', de Maria Teresa Horta 2021-10-11T18:37:45-03:00 Elisangela da Rocha Steinmetz elisangela.steinmetz@edu.ulisboa.pt <p>Em <em>Meninas</em> (2014), a renomada escritora portuguesa Maria Teresa Horta traça, entre os trinta e dois contos que compõem o livro (dos quais analisaremos quatro), algumas histórias onde “o sobrenatural transgride as leis que organizam o mundo real” (ROAS, 2001). É assim em “Erzsébet” onde a protagonista entre suas viagens do castelo de Léká, ou de Sárvár para o castelo de Csejthe, de que tanto gosta, vai crescendo e, com ela, a sua estranheza. Em “Perdições”, a pequena Esther, todas as noites, realiza viagens muito curiosas que bem poderiam ser sonhos, passeios pela floresta, e por lugares tão obscuros quanto o enigma que surge a cada manhã. Em “Transformação”, a viagem que a menina Dulce realiza se dá através dos livros que lê, esses irão transportá-la e transformá-la em algo surpreendente. Em “Lupina”, é a mudança de espaços que instaura a ambiguidade, Lívia não sabe quem ela é: menina ou jovem loba - talvez os dois. Assim, o objetivo deste trabalho é mostrar como essas diferentes viagens instauram o fantástico e transformam essas personagens em criaturas - talvez - sobrenaturais.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/373 Sobre monstros reais: uma análise de 'Nada Del Otro Mundo', de Antonio Muñoz Molina 2022-01-07T18:38:17-03:00 Andre Rezende Benatti andre_benatti29@hotmail.com Camila Araujo Pinto e Silva camila.caps@hotmail.com <p>A pesquisa realizada neste artigo tem como objetivo analisar os contos “Las aguas del olvido” e “Si tú me dices ven”, presentes no livro <em>Nada del otro mundo</em> (1997), do escritor espanhol contemporâneo Antonio Muñoz Molina. Os contos trazem duas histórias que, embora não tenham relação entre si, abordam a monstruosidade moral, a violência e a crueldade nos relacionamentos amorosos. Dessa forma, buscaremos compreender a criação e a função do monstro na literatura de medo, estabelecendo relações entre a monstruosidade moral, a banalização da crueldade e o interesse do leitor em consumir obras que retratam a natureza do caráter desumano. Por fim, entre os principais estudos que basearam nossa pesquisa encontram-se os de Júlio França (2017) e Michel Foucault (2001).</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/390 A subjetividade complexa das pessoas freaks em 'American horror story: freak show' 2021-10-11T22:02:40-03:00 Thatiane Bonini tbonini14@gmail.com Natasha Vicente da Silveira Costa nvscosta@gmail.com <p><span style="font-weight: 400;">A subjetividade das pessoas que possuem um corpo com deficiência é frequentemente simplificada ou reduzida a um estigma. Historicamente, esse corpo fora lido depreciativamente como monstruoso ou </span><em><span style="font-weight: 400;">freak</span></em><span style="font-weight: 400;"> durante séculos. Em </span><em><span style="font-weight: 400;">American horror story: Freak show</span></em><span style="font-weight: 400;">, série antológica de terror produzida por Ryan Murphy e Brad Falchuk (2014), somos introduzidos aos Estados Unidos da América na década de 1950, momento em que tais nomenclaturas pejorativas e preconceituosas costumavam ser usadas. Neste artigo, temos como objetivo analisar a subjetividade das personagens </span><em><span style="font-weight: 400;">freaks </span></em><span style="font-weight: 400;">na referida série, ou seja, examinamos a representação das pessoas com corpos considerados monstruosos. Para isso, recorremos a fundamentos da história e da sociologia (BARNUM, 1888; BOGDAN, 1988; DEMELLO, 2007; LE BRETON, 2007; DURBACH, 2010; KALIFA, 2019) no delineamento dos conceitos de corpo, </span><em><span style="font-weight: 400;">freak</span></em><span style="font-weight: 400;"> e </span><em><span style="font-weight: 400;">freak show</span></em><span style="font-weight: 400;">. Como resultado, observamos que o seriado opta pela representação não redutora da subjetividade das pessoas consideradas </span><em><span style="font-weight: 400;">freaks</span></em><span style="font-weight: 400;">. Apesar de a sociedade ler com frequência esses corpos de uma maneira superficial, vemos que </span><em><span style="font-weight: 400;">American horror story: Freak show </span></em><span style="font-weight: 400;">contribui para difundir a ideia de que as pessoas </span><em><span style="font-weight: 400;">freaks</span></em><span style="font-weight: 400;"> são dotadas de complexidades, duplicidades e contradições, não diferindo, afinal, daquelas consideradas normais.</span></p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes https://www.revistajangada.ufv.br/Jangada/article/view/347 O desafio é amar 2021-10-11T21:43:06-03:00 Vera Bulla VERAARAUJO1@HOTMAIL.COM <p>O desafio é amar: uma resenha de “Viajantes do abismo”, de Nikelen Witter.</p> 2021-12-30T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2021 Jangada: crítica | literatura | artes