Fabulações do passado a partir de e contra o arquivo em 'Perder a mãe', de Saidiya Hartman, e 'Águas de homens pretos', de Allan da Rosa
DOI:
https://doi.org/10.35921/jangada.v13i2.683Palavras-chave:
Memória, Escravidão, Arquivo, Ficção, Trauma HistóricoResumo
Perder a mãe, de Saidiya Hartman, e Águas de homens pretos, de Allan da Rosa, são dois ensaios que têm como tema central a memória da escravidão. Combinando pesquisa acadêmica, autobiografia e imaginação, ambos trabalhos abordam um passado de violência a partir de uma preocupação ética com as vítimas, levando em conta suas significativas ressonâncias e continuidades no presente. Este artigo se propõe a discutir como ambos autores, em suas escritas da memória da escravidão, ao mesmo tempo que partem de um trabalho com arquivo, fazem importantes críticas às suas limitações. Aliando a fabulação às suas pesquisas em arquivos, eles se propõem a enfrentar os traumas do passado e do presente.
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